Cultura
Mobilidade e trânsitos da música em Brasília/RIDE: historiografia, identidade, sistemas e processos comunicacionais em decolonialidade
Área Principal: Cultura
Coordenação: BEATRIZ DUARTE PEREIRA DE MAGALHAES CASTRO
Resumo: A ação desenvolve conceitos de mobilidade e trânsito no estudo das práticas musicais criativas desenvolvidas em Brasília, DF e entorno, como espaço de poder e processo comunicativo, para construção de uma historiografia decolonial e sociologicamente informada, em diálogo com a comunidade, constituindo ainda acervo digital documental das fontes orais e escritas. O projeto foca as dimensões de práticas culturais e criativas produzidas no âmbito da RIDE, envolvendo a Universidade de Brasília, o Rock de Brasília, o Choro, o Hiphop e funk, Casa do Cantador, etc. A dimensão de trânsito e da mobilidade foca os aspectos sociológicos em dimensões de identidade e capitais simbólicos, entendendo a música como objeto comunicativo a partir do conjunto de práticas e suas intersecções entre estilos e práticas de forma dissolver dicotomias entre popular e erudito. O projeto alinha-se com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) por entendê-lo como ação de valorização do patrimônio material e imaterial da região, na efetiva valorização dos aportes culturais dos diversos segmentos sociais e da sua apropriação como memória e identidade culturais. Tais questões estão descritas no "ODS 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis: item 11.4 Fortalecer esforços para proteger e salvaguardar o patrimônio cultural e natural do mundo." Entende-se ainda que se adequa ao "ODS 4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos: 4.7 Até 2030, garantir que todos os alunos adquiram conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável, inclusive, entre outros, por meio da educação para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida sustentáveis, direitos humanos, igualdade de gênero, promoção de uma cultura de paz e não violência, cidadania global e valorização da diversidade cultural e da contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável." Tais aspectos são articulados em ações de ensino, pesquisa e a inovação a partir dos seguintes módulos e aspectos: A. Oficinas de caráter pedagógico na introdução dos elementos metodológicos, teóricos e conceituais de forma a permitir a apropriação pelas comunidades e participantes dos elementos considerados emancipatórios num processo decolonial de participação inclusiva de construção de narrativa historiográfica. Neste processo incluem-se a análise das possibilidades de estratégias comunicacionais para divulgação dos produtos culturais na sua representação mediática. B. Apresentações-palestras em diálogo com a comunidade, registradas em mídia audiovisual, como registro e memória do mapeamento realizado que serão disponibilizadas de forma permanente em sítio web do projeto. C. Simpósios temáticos como pontos de inflexão e divulgação dos resultados alcançados, introduzindo os participantes em dinâmica expositiva sobre as etnografias e mapeamentos desenvolvidas, e dialogando com as comunidades internas e externas. D. Construção de registro e memória do mapeamento realizado disponibilizado de forma permanente em sítio web do projeto, com fonogramas, fotografias, textos, depoimentos, suporte este que se constitui ainda forma de construção de estratégias de comunicação para divulgação permanente das práticas culturais estudadas. E. Propõe-se inovadora na interseccionalidade e transdisciplinaridade como forma de associar a construção historiográfica com estratégias e processos comunicacionais, como forma de refletor sobre os mecanismos de inclusão de narrativas afro-diaspóricas e de povos originários, normalmente excluídos deste processos como lugar de fala. A participação discente inclui alunos de graduação e pós-graduação que serão integrados a partir do semestre 2024-2, já que, no caso do PPGMUS-UnB tem ingresso de nova turma a partir de outubro 2024, inclusive alunos do doutorado que ainda não foram matriculados. Os discentes já incluídos desenvolvem pesquisas sobre objeto música sob duas perspectivas (música como prática e música como objeto informacional) e poderão assim contribuir nas várias dimensões do projeto. O PPGFAC indicará os eus integrantes discentes em momento adequado. Busca-se assim ingressar as dimensões da pós-graduação no plano mais amplo extensionista como forma de colaborar nas ações de divulgação e impacto social dos resultados dos respectivos programas. A colaboração com o PPGPAC é assim estratégica ao permitir alcançar as dimensões de divulgação e incepção das dimensões etnográficas exploradas.
Palavras-chave: mobilidade, trânsitos, musicologia, historiografia, comunicação, poder, identidade, decolonialidade
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